Canção do Exílio:
a inspiração de nossa marca
“Minha terra tem Palmeiras,
Onde canta o Sabiá”
Assim se inicia o poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, maranhense, nascido em 10 de agosto de 1823, na cidade de Caxias. Ainda adolescente foi estudar em Coimbra, Portugal, onde cursou o equivalente ao atual Ensino Médio do Brasil e, depois, ingressou na Universidade de Direito.
Foi neste período de estudos que, em 1843, ele escreveu a Canção do Exílio. Tal poesia expressa seus sentimentos de saudades do Brasil, ao passo que enaltece este país tão rico em belezas e recursos naturais. Não é à toa que o poema inspirou também o Hino Nacional Brasileiro.
Nosso poeta se destacou como um dos principais expoentes da primeira geração romântica do Brasil. Mais: é tido como o maior poeta romântico brasileiro. Caracteriza-se por sua obra nacionalista e indianista, que valoriza a cultura e a natureza brasileira, bem como por seu lirismo amoroso e nostálgico.
Afirma-se, de modo geral, que o brasileiro tende a não valorizar o que é do Brasil, se comparar com o valor que ele dá ao que é importado. Assim ocorre com roupas, carros, equipamentos diversos e até mesmo com a cultura. Com a gastronomia não é diferente. Sobre isso Chaves e Freixa (2007, p. 11) “parapoetizam” Gonçalves Dias:
“Minha terra tem palmeira e tem sabiá
Minha terra tem mais frutas
Jabuticaba, goiaba, maracujá
Mas a gente fina daqui
Acha três chique usar o cassis de lá”
Por favor, não compreendamos mal! Nada contra a gastronomia internacional. Pelo contrário, ela é riquíssima e digna de respeito e apreciação – como gastrônomos somos também seus apreciares e suspeitos a falar…! Mas “minha terra tem primores” dos quais só encontro eu cá. A gastronomia do Brasil não é nem melhor nem pior que as de outros países, mas é Brasileira. Que tal conhecermos um pouco mais das riquezas gastronômicas de nossa terra? Venha nos conhecer!
Autoria: Equipe Primores
Referências
CHAVES, G.; FREIXA, D. Larousse da cozinha brasileira. São Paulo: Larousse, 2007.
DIAS, G. Canção do exílio e outros poemas. São Paulo: Novo Século, 2023.






